Cinchona 1546

Arte de anúncio antigo e colorido do produto Tincture of Quinine em um frasco azul ao lado de pequenas flores brancas. Há o texto: “Wills’s cigarettes. The bark and flowers of chinchona”.
Acervo Linha do Tempo Cinchona

A busca por novas rotas comerciais fez com que os europeus encontrassem terras que até então desconheciam. Mal chegaram à América, perceberam que o Novo Mundo tinha muito mais a oferecer do que metais preciosos. Uma das valiosas descobertas foi a cinchona, árvore típica da região andina cuja casca fornece a quinina, substância bastante eficiente para tratar a malária. A procura por essa planta foi tanta que ela ficou ameaçada de extinção. Os índios já usavam a cinchona para febre, doenças de pele e sintomas da menopausa. Um dos primeiros registros dessa planta foi feito em 1546 pelo médico belga Vesálio. O nome “cinchona” é homenagem à esposa do vice-rei do Peru, a condessa de Cinchón, que foi curada de malária em 1638. Além da cinchona, a América ofereceu aos europeus muitas outras novidades, como coca, tabaco e cacau, o que viria a colaborar para a transformação da Farmácia europeia.

Confira também

Stanislas Limousin
1886

Farmacêutico francês, usou seus conhecimentos científicos e sua engenhosidade empírica para criar uma série de dispositivos que se mostrariam muito […]

Dienstbriefe, deveres e obrigações do farmacêutico
1318

Dienstbriefe eram os contratos estabelecidos entre o Estado (normalmente, na figura do prefeito ou conselheiro municipal) e o farmacêutico – […]