Substância inicialmente usada para relaxar pacientes que seriam submetidos a uma cirurgia, a clorpromazina foi depois testada por dois médicos franceses em pacientes que sofriam de mania. Com os bons resultados, eles experimentaram então a droga em esquizofrênicos. O resultado foi surpreendente: o fármaco acalmava os pacientes, mas sem fazê-los dormir – isto é, tratava-se de um tranquilizante, e não de um sedativo puro. Tampouco seria necessário a hoje antiquada prática da lobotomia. A partir de então, a clorpromazina foi bastante usada na Europa e nos Estados Unidos. Surgiriam depois muitos outros antipsicóticos, alguns milhares de vezes mais potentes. A clorpromazina e suas sucessoras foram um dos fatores responsáveis pelo processo de desativação de manicômios em vários lugares do mundo.
Terminada a Primeira Guerra Mundial, o país soma 1.181 laboratórios farmacêuticos – eram 765 em 1913. A expansão deve-se, sobretudo, […]
Filósofo, jurista, professor, diplomata e médico, é um dos nomes mais importantes de seu tempo. Autor de Cânone da Medicina, […]