Farmacêutico 1777

Pintura de cena de O doente de imaginário de Molière, feita por Honore Daumier, em 1850. Há um homem deitado em uma cama e, em pé, na frente dele, um homem segurando um livro. Atrás dele, na sombra, há um homem com uma seringa enorme nas mãos.
Acervo Linha do Tempo Farmacêutico

Durante o século 18, diversos fatores abalaram a boa reputação dos boticários. Um dos exemplos é a obra O doente imaginário (do célebre escritor Molière), na qual a aplicação de enemas é ridicularizada. Além disso, diversas charges retratavam a aplicação de seringas gigantes pelos boticários, como as do ilustre caricaturista político Honoré Daumier. Contribuía para manchar a imagem dos boticários os altos preços praticados. Assim, dado que a palavra “boticário” já não inspirava confiança na opinião pública, os profissionais preferiam ser chamados de “farmacêutico”, palavra já empregada no século 16, mas ainda pouco usual. O termo viria a se tornar oficial em 1777, quando da criação do Collège de Pharmacie, importante corporação francesa.

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