Nome árabe dado aos fiscais de estabelecimentos comerciais. À medida que as farmácias árabes ganhavam importância, passaram a ser inspecionadas por esses profissionais. Eles verificavam se os preparadores das drogas tinham conhecimento e experiência suficientes e checavam a limpeza e as condições de higiene dos utensílios utilizados – os que não estivessem em condições de uso eram destruídos. Também entrevistavam os farmacêuticos a fim de saber se os métodos aplicados eram apropriados. Já naqueles tempos, as fraudes eram comuns – por exemplo, por meio do uso de substâncias mais baratas. Para contornar o problema, as autoridades começaram a adotar farmacopeias oficiais, prática que posteriormente seria incorporada pelos europeus. Além disso, a profissão também passou a ser regulamentada: quem quisesse ser farmacêutico deveria se submeter a um exame. Os aprovados recebiam um certificado, sem o qual não poderiam exercer a profissão. Há inclusive registros de tentativa de suborno para a obtenção ilícita desse documento.
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