Soma -2000

Pintura da deusa Soma, uma mulher de cabelos escuros compridos e vestido longo. Ela está com a cabeça virada para o lado e o rosto apoiado sobre sua mão esquerda.
Acervo Linha do Tempo Soma

Mencionada nos primeiros escritos sagrados, Soma tem dois significados complementares. Um deles se refere a uma droga líquida, de aspecto licoroso, extraída de uma trepadeira. Essa bebida seria muito apreciada por deuses e sacerdotes sábios. Esses registros antigos dão conta de que, pela primeira vez, já se falava em processos farmacêuticos de extração e fermentação. Por isso, a produção da soma, em que pesem os aspectos mitológicos a ela conferidos, marca o início da Farmácia indiana. Diz a lenda que se usavam agulhas de ouro na colheita dos frutos com os quais se fazia a substância. Modernamente, especialistas tentaram identificar qual seria a exata planta da qual a droga se originava. Apesar de não terem chegado a um consenso, evidentemente nenhuma das espécies aventadas poderia gerar uma substância com as propriedades mágicas da soma. Além disso, Soma também era uma divindade relacionada a poderes de cura e à proteção da floresta.

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