Unguentos do voo 1330

Ilustração do século 19 em preto e branco de bruxa voando sobre o mar em cima de uma vassoura ao contrário, com as cerdas para a frente e o cabo pra trás. No ombro dela, há um gato preto.
Ilustração em preto e branco de 1799, feita por Francisco de Goya, de um homem e uma mulher nus voando em uma vassoura ao contrário, com as cerdas para a frente e o cabo pra trás. Acima deles, há uma coruja.
Acervo Linha do Tempo Unguentos do voo

O conhecimento das herboristas também era usado para a preparação dos chamados “unguentos do voo”, óleos e pomadas que teriam o condão de fazer as pessoas voarem. É que eles eram feitos com plantas que contêm alcaloides alucinógenos. Segundo relatos, as “bruxas” aplicavam essas substâncias no cabo de uma vassoura e nela “montavam”, pois sabiam que a absorção é mais eficiente nas mucosas, onde a pele é mais fina. Essa prática era condenada não apenas por causa de sua conotação sexual, mas também porque esses compostos, conforme se comprovou modernamente, dão a sensação de voo, de que se está fora do próprio corpo, além de outras alucinações bastante vívidas. Foi assim que surgiu a lenda de que as bruxas voavam em vassouras. Mas a prática foi tida como pecado, o que ceifou a vida de inúmeras mulheres.

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