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TUBOCURARINA

Ilustração botânica da planta uva da serra Foto da planta uva da serra em uma área aberta, por se tratar de uma trepadeira ela vai do chão até um tronco de árvore.  Ao redor, há outras plantas. Representação da molécula de tubocurarina

Nome da molécula: tubocurarina

Classificação química: alcaloide

Onde a molécula é encontrada: uva-da-serra (Chondrodendron tomentosum), também conhecida por parreira-brava, uva-do-mato e uva-silvestre. É uma trepadeira que pode alcançar alturas de até 30 metros.

Origem: floresta Amazônica.

Aplicação terapêutica: relaxante muscular usado em cirurgias, controle de convulsões provocadas pelo tétano ou em casos de envenenamento por estricnina, agente que auxilia no diagnóstico de miastenia grave (paralisia ou fraqueza muscular).

Breve histórico do uso da molécula: o nome do alcaloide vem de “curare”, um veneno usado na caça por índios sul-americanos. A substância imobiliza as presas e, por isso, é aplicada na ponta das flechas. Sua produção é feita por pajés e sempre envolveu muito mistério. Apenas por volta de 1800 é que os europeus começaram a desvendá-la, por meio de figuras como o naturalista Alexander Von Humboldt, um dos primeiros a testemunhar o ritual de preparação da droga. Ainda assim, obtê-la era difícil, e por algum tempo o curare foi deixado de lado. Ele ressurgiria nos anos 1940, quando a tubocurarina passou a ser intensamente usada como relaxante muscular em cirurgias, aplicada conjuntamente com anestésicos, o que reduzia a necessidade de sedação profunda. A introdução da tubocurarina como adjuvante anestésico representou na época uma revolução na arte da anestesia. A disponibilidade limitada desse alcaloide, no entanto, levou ao desenvolvimento de uma série de substâncias sintéticas análogas, que hoje são preferíveis ao ingrediente natural.

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